Prefeitura Municipal de Salvador

Salvaguarda - Festa de Iemanjá do Rio Vermelho

 

A Prefeitura de Salvador, por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), reconheceu a Festa de Iemanjá do Rio Vermelho como Patrimônio Cultural de Salvador, por meio do Decreto Nº 32.122 de 01 de Fevereiro de 2020.

A partir dessa data, a Festa de Iemanjá do Rio Vermelho está inscrita no “Livro do Registro Especial dos Eventos e Celebrações”. O pedido do registro foi feito pela Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Bahia e teve o apoio da Colônia de Pescadores, responsável pela realização da festa e teve declaração de anuência do Presidente da Colônia de Pescadores, responsável pela realização da festa.

Para abertura do processo, a equipe técnica da Diretoria de Patrimônio e Humanidades consultou os pescadores do Rio Vermelho, que também assinaram declaração de anuência quanto ao registro da festa de Iemanjá como Patrimônio Cultural do Município. 

 

Registro Especial

O Registro Especial do Patrimônio Imaterial pela Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da lei 8.550/2014, se constitui em ação de valorização e reconhecimento da Festa de Iemanjá do Rio Vermelho, que acontece desde os anos 20 do século passado, reforçando a fé no culto afro-brasileiro.

De acordo com Milena Tavares, Diretora de Patrimônio e Humanidades da FGM:

a Festa conseguiu alcançar espaço no calendário, reunindo pessoas de todas as partes do mundo, reforçando os laços de pertencimento com o mar do Rio Vermelho e sua história, que está integrada ao universo macro da cidade do Salvador, logo trata-se de referência cultural local digna de nota. O registro protege a manifestação na medida em que garante o compromisso de apoio, divulgação e a produção de conhecimento e documentação acerca da manifestação”.

Cabe à Fundação, a partir de agora, o compromisso de produzir um Plano de Salvaguarda com os detentores e produtores da Festa, visando seu fortalecimento, além da produção de conhecimento, divulgação e documentação acerca da manifestação.

 
 

Plano de Salvaguarda 

O Plano de Salvaguarda destina-se a promover ações de apoio para que os saberes e fazeres ligados à manifestação sejam preservados e transmitidos. Será elaborado com os pescadores, responsáveis pelo presente de Iemanjá. O objetivo do Plano é formar um coletivo deliberativo, com representantes de detentores e produtores, para implementar as ações que devem ser buscadas, bem como o prazo: curto, médio ou longo.

Integrando as ações de Salvaguarda da Festa de Iemanjá, a FGM produziu o documentário “Festa de Iemanjá” (2020, 42’), com roteiro e direção da cineasta Fabíola Aquino. Para conduzir a narrativa e recontar a história de uma das maiores festas populares do Brasil dedicada a um orixá, que congrega adeptos de todo o mundo para reverenciar a Mãe Iemanjá, pescadores, moradores do bairro, devotos e pesquisadores apresentam depoimentos a partir de variadas perspectivas. Carregado de imagens belíssimas da festa e de um simbolismo genuinamente afro-baiano, “Festa de Iemanjá” traz depoimentos de quem acompanha a festa desde o século passado e de novos adeptos. Resgata, por exemplo, informações sobre o surgimento das devoções à Rainha das Águas e a mitologia sobre Iemanjá, considerada a mãe de todos os orixás, também conhecida por Sereia, Janaína, Marabô, Inaé, Senhora das Cabeças, Dandalunda...